segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

OpenStreetMap - Haiti



Hoje venho escrever sobre partilha de informação geográfica, na sequência do sismo no Haiti.
O Haiti é um dos países mais pobres do mundo, sofreu um sismo devastador que arruinou a maioria das infra-estruturas do país e matou milhares de pessoas.

O Haiti é um país onde a maioria das empresas mundiais não apostam na sua economia e desenvolvimento. Em relação à informação geográfica, o problema persiste. Este miserável país não está coberto pela TeleAtlas, nem por Nav Teq, nem por nada.

Os vários furacões que assolaram o Haiti destruiram uma grande parte das vias de comunicação e a somar mais o sismo, essas vias ficaram intransitáveis.
A ajuda humanitária que transporta os bens de primeira necessidade precisava de saber que estradas estavam operacionais. Mas como não existe informação geográfica actualizada, utilizaram a filosofia da partilha através do OpenStreetMap (OSM).

Os utilizadores do OpenStreetMap, que levantam cartografia da sua própria zona, ao saber que disponibilizaram imagens de satélite actualizadas, começaram a digitalizar as ruas e os edifícios em ruínas. Em tempo recorde fizeram o levantamento das vias de comunicação de Port-au-Prince e arredores e por sua vez, uma estimação dos edifícios destruídos.

Por outro lado, os levantamentos feitos pelos GPS da Garmin, que geram automaticamente os ficheiros georeferenciados para o OpenStreepMap, forneceram informação geográfica actualizada.
Uma nota interessante é que a maioria das equipas de resgate estavam equipados com GPS Garmin, e sabendo da existência do OpenStreetMap, propuseram-se de imediato a publicar estes dados.

OpenStreetMap tem funcionado impressionantemente bem durante esta catástrofe.

Inclusive ESRI reconhece publicamente que o OpenStreetMap existe, mediante as instruções da sua extensão de interoperabilidade com OSM. Inclusivé há Infra-estruturas de dados espaciais baseadas unicamente nos servicios OGC (WFS, WMS) gracias a CubeWerx y Carbon Project.

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