ONU apresenta 1º Relatório Mundial sobre Felicidade



ONU apresentou  o primeiro Relatório Mundial sobre Felicidade, encomendado por esta entidade à Universidade da Columbia e publicado pelo Earth Institute. O documento analisa dados recolhidos entre 2005 e 2011 de 156 países, colocando no topo da lista dos povos mais felizes, os países nórdicos. Portugal está a  meio da tabela, ocupando a 73ª posição.
Dinamarca, Noruega, Finlândia e Holanda lideram o mundo no que se refere à felicidade, contrastando com países como o Togo, Benim, República centro-Africana ou a Serra Leoa, no extremo oposto do ranking. Entre os factores considerados para avaliar a felicidade contam-se a riqueza, a liberdade política, a existência de redes sociais fortes e a ausência de corrupção. Em termos individuais, são avaliadas a saúde física e mental, a segurança no trabalho e a estabilidade do ambiente familiar.
De acordo com o relatório, a relação entre riqueza e a felicidade não é tão directa como à partida seria expectável. Se é verdade que a felicidade aumenta à medida que os níveis de vida sobem em alguns países, noutros essa relação não é proporcional, como é o caso dos Estados Unidos.
Outra conclusão interessante o estudo  é de que o desemprego parece causar tanta infelicidade quanto a privação ou a separação, e ainda de que, quando se trata de emprego, os factores como a segurança no trabalho e os bons relacionamentos são considerados mais importantes que o nível salarial ou as horas despendidas no trabalho. No que concerne à esfera da saúde, o bem-estar mental é o factor individual que mais afecta os índices de felicidade dos países.
Já em termos de género, nos países desenvolvidos, as mulheres são mais felizes que os homens, enquanto que nos países em desenvolvimento, acontece o contrário.

Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas declarou: “O Produto Interno Bruto há muito que tem sido o critério pelo qual foram medidas as economias e os políticos. No entanto, não tem em consideração os custos sociais e ambientais do chamado progresso. Precisamos de um novo paradigma económico que reconheça a paridade entre os três pilares do desenvolvimento sustentável. O bem-estar social, económico e ambiental são indivisíveis. Juntos definem a Felicidade Global Bruta.” 

O relatório refere ainda que “a lógica dos economistas ocidentais do cada vez mais alto Produto Nacional Bruto está construído sobre uma visão da humanidade em completo desacordo com o conhecimento dos sábios, a investigação dos psicólogos (...) O economista assume que os indivíduos são decisores racionais, que sabem o que querem e como obtê-lo ou chegar o mais perto possível disso dado o seu orçamento. Os indivíduos importam-se em grande parte com o seu prazer especialmente através do seu consumo. (…) Cada vez mais entendemos que precisamos de um modelo de humanidade muito diferente."

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