Algumas notas sobre o Glocal 2009



Realizou-se nos passados dias 23 e 24 de Setembro, no Estoril, a 1ª Conferência Nacional sobre Agenda 21 Local e Sustentabilidade - "Pensar Global, Agir Local". Esteve inserida no GreenFest 2009, que decorreu de 18 a 25 de Setembro de 2009,  este tratou-se de uma grande mostra sobre a sustentabilidade que reuniu várias empresas, autarquias e colectividades para partilharem experiências, actividades e projectos na área da sustentabilidade, nas vertentes social e ambiental.

A Conferência permitiu reflectir sobre o processo de implementação da Agenda 21 Local em Portugal, que tem sido francamente positivo. além de ter abordado temas como a democracia participativa em Portugal e ter apresentado vários casos de sucesso ao nível dos municípios e debatido alguns exemplos da participação pública no processo de planeamento urbano. Abordou também temas como a Pegada Ecológica, Orçamento Participativo e responsabilidade social.

Para além da suma importância dos temas tratados e da sua actualidade, ressalto alguns aspectos que valorizei neste encontro nomeadamente, a divulgação pela comunicação social do evento,  os grupos de trabalho (Técnicos - Rede Nacional de agenda 21 e formação em Agenda 21; Educadores - A21L nas escolas e Políticos - a sustentabilidade enquanto desígnio politico) - o que permitiu recolher diferentes opiniões, gerar debate e ideias e possíveis parcerias de trabalho em prol da criação de melhores formas de actuar no território e na sociedade.

Outro objectivo deste encontro foi lançar as bases para a criação de uma  Rede Nacional de Agenda 21 Local, que articule e fortaleça os facilitadores deste processo.

Para além da Conferência houve a estreia da Peça Teatral “Para além do voto”, co-produzida pela Universidade Católica Portuguesa-ESB e pela Teatrium21. Trata-se de uma comédia social que retrata a vida em comunidade, a participação dos cidadãos e o papel dos políticos. E nos leva a reflectir em, como muitas vezes, a participação dos cidadãos se reduz ao voto (ou a sua ausência)  e sobre a importância da concienzialização de todos para a questão da participação pública activa e do desenvolvimento sustentável.

A história desenvolve-se a partir da vida da família Cortês: José e os seus filhos Rui e Joana. Esta família leva-nos através de uma atribulada narrativa na qual José se arrisca a ficar sem trabalho e a ter que despedir os seus empregados, Rui tem que escolher entre ser um “bom” filho ou um profissional correcto e Joana tem que fazer um trabalho sobre política para limpar a sua honra junto da professora de português (e para passar de ano!).



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